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É, isso continua não sendo real!!! | |||
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É. Andei mesmo um tanto quanto sumida. Bastante sumida. Não sei se foi a falta de inspiração, de não querer vir apenas para escrever coisas quaisquer (apesar de fazê-lo muitas vezes, de sair postando o que me vem na cabeça). Não sei se alguma falta de tempo me afastou desse blog hoje empoeirado. Ou até mesmo a preguiça. É. Pode ser. A verdade é que muita coisa aconteceu desde o último post. A verdade é que as coisas iam simplesmente acontecendo, acontecendo, acontecendo. Pensei em algo para escrever e cheguei mesmo a ter idéias legais. Mas na hora de sentar frente ao monitor, elas sumiam. E quando me dava conta, mais coisas tinham acontecido e o que antes era novo já não o era mais. Acontecimentos... A verdade é que aqueles que costumavam ler estes registros me perguntavam o porquê do sumiço. E eu dizia "Sei lá. Falta de inspiração". Essa é a resposta mais "cômoda" e imediata. Mas hoje, enquanto ia pro trabalho, me dei conta de que me perco no meio de tantos acontecimentos por não conseguir seguir a mesma ordem cronologica aqui neste blog. E daí vem o sumiço... Estou bem. Estou feliz. Estou serena. Meu cabelo cresceu. Minhas unhas continuam fracas e estou com manchas roxas na pele (pancadas de uma menina um tanto quanto estabanada que sai batendo pelos cantos. Hehehe). Continuo enlouquecida e morrendo de calor no clima recifense. Meu quarto continua uma bagunça e a Jaque voltou a ser autista. A Jaque... lembram dela, né? Durante fevereiro até o começo desta semana, enquanto o Ismael estava aqui (isso!!! O Ismael veio pra Recife!), ela andou assanhadíssima. Não podia ver um ruído na cozinha que vinha correndo (isso mesmo! C-o-r-r-e-n-d-o! Imaginem...) Não podia ver o pé do Ismael que queria fazer rapel em suas pernas (não é exagero). Mas desde que ele foi embora não escutei mais o barulhinho dela se arrastando pelo chão... Triste. Na realidade, não é só o barulhinho da Jaque que não mais escuto desde o início dessa semana. Não tem mais batucada. Não tem mais violão. Não tem mais barulho de chave. As garrafas d'água da cozinha andam vazias e as plantinhas da jardineira parecem murchar... Mas estou legal. As coisas vão acontecendo e nos deixam meio desnorteados. De início é aquele choque. A chegada é um choque. Mas a partida é bem mais traumatizante. É uma cadeira sobrando na mesa. É a mala que não está no chão. É a mão dele que não mais segura a maozinha dela. É sentir o coração bem apertadinho com uma música ou com o sol sobre as águas do Capibaribe. É continuar vendo coisas e lembrar de coisas. Acontecimentos. Lembranças. Saudades. Vazio. É isso. É tudo isso. É mais que isso. E a vida continua. Tomara que consiga voltar aqui em menos tempo do que da última vez. Tomara que as coisas continuem sempre a acontecer. Escrito por Menina na Gangorra às 11h16 [ ] [ envie esta mensagem ] Eu também. Também tenho feito apenas o que sinto, o que tenho vontade. Canção do dia de sempre Tão bom viver dia a dia... (Mário Quintana) [Eu sei que pode ter mesmo soado meio vinheta de televisão, mas...] Escrito por Menina na Gangorra às 23h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Diálogo entre uma criança de 4 anos e outra de 22: - Mainha, tu passasse? - ... - Hein, mainha? Tu passasse? - ... - Ela não sabe, Luis. A tia ainda vai corrigir a prova da tua mãe e depoooois vai dizer se ela passou ou não. - É que eu rezei pra ela passar. - Rezou? Que lindo!!! Tu rezasse pra mim também? Rezasse pra eu passar? - Não... - Mas Galego!!! Tu nem rezasse pra mim?! Pôxa... - É que minha mãe precisa passar porque ela tá sem dinheiro! O resto do caminho até minha casa foi só rindo. E a certeza de que criança é mesmo incrível! Escrito por Menina na Gangorra às 04h04 [ ] [ envie esta mensagem ] Sobre bichos Na minha nova casa tem uma tartaruga. Aliás, na minha nova casa tem muita coisa que não tinha nas anteriores. Mas o mais diferente mesmo é a tal da tartaruga. Nunca criei uma. Pra ser sincera, nunca tive vontade também. Mas aqui tem. Nos primeiros dias de minha estada, andava escondida embaixo dos móveis ou atrás da porta da área de serviço. Depois, com o passar do tempo, acho que foi se acostumando com minha presença. Ou tendo que se acostumar, né? Seu nome? Jackie. Nem sei se é assim que se escreve, mas devido às circunstâncias, achei que fosse a maneira mais correta:não se sabe se é um macho ou uma fêmea. Isso! E agora há pouco tava deitada e pensando como seria a correta escrita desse nome. Se for "Jack", ficaria masculinizado demais. Se escrevêssemos "Jaque", afeminado demais. Então vai "Jackie" mesmo, que é a forma mais "assexuada" que achei. Se um dia seu sexo for descoberto, não sofrerá maiores traumas. Meu sonho é saber se ela gosta ou não de mim. Acho que com esses meses aqui já deu pra pelo menos se acostumar com minhas visitas à área de serviço. Mas daí a gostar tem uma enorme diferença. Sempre que estou no tanque ou na pia, ela se achega nos meus pés. E toda vez que isso acontece, lembro-me da tia falando "Cuidado pra ela não te morder!" Ih... E depois me lembro de uma mensagem que recebi do celular dizendo "Tartaruga morde". Daí toda vez que estou lá, olho pra Jackie, ela olha pra mim e ficamos naquela. Na dúvida, afasto meu pé... A verdade é que até agora não saquei qual a dela. Se gosta de mim e tá tentando apaziguar o trauma do começo de nossa relação ou se achega só no intuito de morder meu pé... Mas digo por mim que com o passar dos dias, vou gostando mais e mais daquele bichinho, que sempre se enfia dentro de sua casinha cascuda particular quando se assusta ou quando sente um movimento mais brusco. E já me peguei trocando umas idéias com ela. Oxe, num tem gente que conversa com samambaia? Qual o problema de se trocar umas idéias com a Jackie?! Hunf. E esse lance com a Jackie me fez lembrar que tudo o que falo acabo pagando com a própria língua. Por isso que há bastante tempo tenho preferido ficar calada. Com o Lucky, meu ex-gatinho, foi assim. Sempre achei os felinos uns animais extremamente antipáticos, pouco sociáveis e interesseiros. Só falam com seus donos quando querem um carinho na barriga, um pezinho esfregando pelo couro. Mas eis que surge o Lucky, um siamês que foi parar lá em casa às custas de muito choro do Diego. Não deu uma semana e já tava todo mundo babando por aquele belo par de olhos azuis, inclusive meu pai, o primeiro a bater o pé e dizer que não queria bicho nenhum em um apartamento pois ele era quem se ferraria levando pra veterinário, dando banho. Mas enfim, o bichano foi parar no lar-doce-lar dos Serra Azul Albuquerque. Hehehe. E o que me fez lembrar muito do Lucky quando pensava na Jackie e seu sexo foi a descoberta do mesmo pelo gato. Estava eu, num belo dia de sol, andando pela casa. De repente, quando vou entrar no meu quarto, tá o Lucky todo "assanhado", com aquele troço do tamanho de uma unha pra fora, se lambendo. Nunca tinha visto o "pinto de um gato" (hehehe) e comecei a gritar "Mainha, mainha, olha o Lucky aqui fazendo safadeza na minha frente!!!" Minha mãe veio correndo, sem entender o porquê daquele escarcéu todo e quando viu a cena, caiu na risada. E eu vendo que ela não fazia nada, comecei a empurrá-lo com o pé e gritando "Guarde isso! Guarde isso! Guarde isso!" Na certa o bichinho ficou pensando que a dona dele era uma maluca. Afinal, qual o problema de "tomar um banho" de vez em quando? (mania nojenta essa dos gatos, né?) Deste dia em diante, toda vez que eu via este momento tão íntimo do meu bichinho, ou me retirava do recinto ou então dava os chutes levinhos de costume dizendo em tom baixo "Lucky! Guarde isso! Respeite sua irmã mais velha!!!" Quando ele ficou rapazinho de verdade e louco pra fugir pela porta, eu dizia "Vá tomar banho! Por mim, você vai passar muito tempo aí se lambendo, se 'descobrindo'. Só vou deixar você namorar quando aparecer uma gatinha descente! Hunf" E o bichinho ficava lá, lambida pra cá, pra lá até que... Num descuido nosso, fugiu e foi pegar umas boyzinhas na rua. Meu Deus!!! Nós quase enlouquecemos. E eu ficava preocupada em ele não voltar. Mas depois de uns dias, ele voltava. Todo remendado, pulguento, com a pata bichada, mas voltava. E quem mais se preocupava? Meu pai, que levava pra veterinário, dava banho, comprava remédio. Tá vendo como ele tinha sua razão? Em compensação, meu pai era a única pessoa da casa que Lucky respeitava e obedecia. Hehehe. Até que num dia Lucky tava muito louco, naquela agonia de sair. Dessa vez nós não vacilamos: muito cuidado ao abrir as portas da casa. Não contente, o que ele fez? Se empirulitou pela varanda da casa, que era no primeiro andar. E depois saiu atrás de sua gatinha assanhada, em algum lugar da Barão de Itamaracá. O esperei por dias e dias, semanas e semanas, meses e meses e... Aqui estou. O fim não sei. Não sei se casou e foi criar os filhinhos com sua Gatinha Borralheira. A verdade é que até hoje consigo fechar os olhos e ver aquele par azul, me olhando... Saudades. Escrito por Menina na Gangorra às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] Esse blog tem andado tão empoeirado, tão abandonado... As pessoas têm me perguntado o porquê de nunca mais ter dado as caras, nunca mais ter por aqui passado para uma xícara de café e jogar conversa fora. Hum... não sei. Acho que falta de inspiração. Falta de alguma coisa que me fizesse sentar diante do pc e começasse a falar, ou melhor, a digitar. Muita coisa tem acontecido desde o último post. Nossa! E como faz tempo... Hoje já estou sem gesso e com meu pé esquerdo cada vez melhor e a perna cada dia mais forte. Isso! Tirei aquela botinha branca, que nos últimos dias era mais colorida do que mural de colégio infantil, pois Iarinha pintou o sete. Fez desenho de flor, de sol e escreveu seu nome. Ficou fofo! Acabei indo pro show de Los Hermanos calçando esta obra de arte. Por sinal, quem ali estava na certa pensou que meu nome era "Iara". Hehehe. Vixe! Tanta coisa aconteceu mesmo! Los Hermanos tocou aqui... Claro que fui pra lá. O show foi bom, apesar de me sentir estranha. É tão estranho ver num show deles de longe. É tão estranho não sair correndo ao escutar A Flor. É tão estranho não entrar no meio da muvuca. É tão estranho não poder ver o Barba, de tão afastada que tava. Enfim, foi isso. Mas mesmo assim foi bom e dei um jeito de me divertir com minha botinha fashion. Isso significou passar 70% da apresentação pulando com a perna direita. E quando chegar em casa, depois do banho, arriar de dor. Acho que não estava acostumada com este pique. Hehehe. Rolou em Olinda o projeto "Arte em Toda Parte". Nossa, a cidade tava linda! Muito agradável mesmo. Cheguei a ir duas vezes. No primeiro dia, pseudo-torci o pé algumas vezes. Hehehe. Sério. Não sei se é insegurança ao pisar ou se meu pé é torto mesmo, mas cambaleei algumas vezes. Nesse primeiro dia que fui, conheci Wederson, meu mais novo amiguinho de infância. Nossa, não sei dizer agora com palavras o quão especial foi. Quem me conhece sabe como fiquei. Bom, acho que é isso... Espero que esta "alguma coisa" que faltava apareça de vez em quando, me trazendo de volta mais vezes, me fazendo sentar nesse sofá e tomar essa xícara de café...
Escrito por Menina na Gangorra às 10h25 [ ] [ envie esta mensagem ] ... e a saga continua... - Cecília!!! Acorda!!! Bora, bora, bora!!! Não tem Madre Teresa que consiga acordar de bom humor escutando isso logo cedinho. É aquela gonia, aquele alvoroço, aquela pressa sem porquê. Fico logo mal humorada, de "ovo virado"... Melhorei um pouco depois que recebi uma mensagem no celular que me fez rir. O conteúdo? Morram de curiosidade! (né Isma?) Hehehe. Fomos pro hospital. Não via a hora de tirar aquela bota, poder chegar em casa e tomar banho sem aquela frescura toda e coçar meu calcanhar, por exemplo. Chegando na ortopedia e vendo o mau humor, a grosseria e a falta de educação do recepcionista, foi impossível eu não voltar ao meu estado das oito da manhã! Por pouco (muito pouco mesmo) não subi na mesa dele, dei aquela rosnada e avancei no seu pescoço! Finalmente meu amiguinho gente boa da consulta anterior (Samuel) apareceu pra me conter. Ufa! Como sempre digo que nada na vida é tão ruim a ponto que não possa piorar, pulemos para o parecer do médico: - Bom, deixa eu ver este raio x (aqui cairia muito bem um emoticon tipo "Ismael", com cara de "deixe-me pensar"). Olha, você não pode tirar esse gesso agora não. Vou lhe explicar o que houve. Foi uma fratura completa, que atingiu a base de um tendão. Veja! (e eu vendo, completamente sem acreditar) É um risco muito grande tirar o gesso hoje. Isso é caso de seis semanas de imobilização. Agora foi que você entrou na quarta! (esclarecendo: uma sem gesso e três de botinha) E vou ser sincero: foi um milagre você não ter precisado de cirurgia. Chegou muito perto de fazer uma intervenção! E como é que você ainda conseguiu ficar aquela primeira semana andando, sem imobilização? Nem preciso dizer a minha cara ao ouvir isso tudo, né? Tava atônita, sem acreditar. Não tinha reação alguma. Se o médico dissesse que eu tinha que ir ao bloco cirurgico e tomar uma injeção na testa, era capaz de eu ir. Mas depois a ficha começou a cair, foi dando o desespero, fui vendo a realidade. Mais quinze dias... QUINZE DIAS! Como serão esses quinze dias? Meus pais vão embora amanhã pra Brasília. E vou passar duas semanas dependente, sem eles aqui pra me ajudar. É, sou eu e eu. E justo eu, que me viro, pego ônibus aqui, vou andando ali. Fudeu! (foi mal o palavrão, mas...) É, a ficha tá caindo... E a minha novelinha de "Meu pé esquerdo" ainda está longe do fim.
Escrito por Menina na Gangorra às 12h32 [ ] [ envie esta mensagem ] Mudanças...Há alguns dias embalei nesse ritmo de entrar em casa e escutar eco de tudo. Você toca a campainha e mesmo do outro lado da porta escuta aquele "din-dom-dom-dom". Cai um caderno no chão e o barulho dá a impressão de ser muito maior. É estranho entrar em casa e ver apenas algumas cadeirinhas na sala, algumas caixas com meus pertences no meu quarto, três colchões no dos meus pais, uma rede, uma televisão e um ar condicionado.É, estamos acampando! Sábado a mudança rumou pra Brasília. Muito pouco trabalhei nesse processo, pois minhas condições físicas me limitaram um pouco. Mas nem por isso não me estressei. Afinal, meu pai não me poupou com coisas do tipo "Cecília, quando é que você vai decidir arrumar essas suas coisas?????" Isso me enlouquecia! Mas sobrevivi. Hehehe. Agora nesta fase de "camping", o mais punk é a alimentação. Estamos sem panelas, sem fogão, sem geladeira. As refeições são feitas fora de casa ou então apelamos pro delivery. Quero ver até quando vou agüentar yakissoba. Hahahaha. Mas a tarde de hoje foi bem agradável. Fui mais uma vez almoçar na casa do meu primo.Por sinal, ele mora na mesma rua da minha infância,da qual até já escrevi neste blog. É impossível ir ali e não lembrar do meu passado. Hoje passei a tarde lá, com meus priminhos. Chegando na casa, estavam os dois insistindo para que eu entrasse na piscina de gesso e tudo. "Que que tem? É só tu ficar com a perna levantada que não molha!" Hahaha. Foi muito bom conviver com eles durante a tarde. Ouvi coisas do tipo "O Thiago não sabe mergulhar. Como é que pode um menino de seis anos não saber mergulhar!" Eu me abria de rir... Lindo quando perguntei a idade da Gabi e ela "Tenho seis anos e o Ítalo tem oito. Ele já pode cuidar de mim!" E quando a minha priminha disse pro coleguinha (o tal Thiago) "Thiago, cuidado com a perna dela que tá engessada!" e ele "Cadê???" e não sei por que a pirralha se invocou e disse "Tu queria que tua perna estivesse assim?Queria?" e faltou bater no pirralho. Assistimos Malhação juntos (hehehe) e quando tava pegando no sono, acordei com o beijinho molhado da Gabi.Nossa! Não tem quem não se renda... E na hora de ir embora, tava tomando café e ainda escutei a Gabi dizendo "Coloca pouco pra mim ou eu não durmo!" Hahaha. Eu me abria de rir. E quando ela disse "Eu quero café com leite em pó e bolinha!"?! Meu pai "Oxe, puxasse a tua prima, foi?" Pronto...Passamos tempos e tempos discutindo a quantidade ideal de leite em pó para deixar a xícara abarrotada de bolinhas. Hahaha. E antes de ir embora, o Ítalo corre e esconde a chave do portão.Não queria que fôssemos embora. Que fofo! E ao sair do portão e passar meu gloss (meu vício.Hehehe),a Gabi corre pra mostrar o dela. Isso!E tive que ouvir mais uma vez "Oxe, puxasse a tua prima, foi?" Escrito por Menina na Gangorra às 18h41 [ ] [ envie esta mensagem ] “Então comecei uma listinha de sentimentos dos quais não sei o nome. Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? A saudade que se tem de pessoa de quem a gente não gosta mais, essa mágoa e esse rancor – como se chama? Estar ocupada - e de repente parar por ter sido tomada por uma súbita desocupação desanuviadora e beata, como se uma luz de milagre tivesse entrado na sala: como se chama o que se sentiu?” (Trecho de Clarice Lispector gentilmente roubado do blog de Fábio Allan "Balão" - Lost in Solitude) Escrito por Menina na Gangorra às 14h31 [ ] [ envie esta mensagem ] Eu quis muito ganhar uma bicicleta. Nossa, como eu quis! Mas não ganhei... Bom, e agora eu estou tão contente com meu disco voador! Pode ser que um dia ele me busque e me leve pro seu mundo... Escrito por Menina na Gangorra às 02h14 [ ] [ envie esta mensagem ] "Não se preocupe, pois no final tudo acaba bem, Se ainda não está, é porque ainda não acabou". É, Mary... É isso mesmo. Pensei muito nisso durante esta semana que chega ao fim. Passei por maus bocados, engessei o pé, me estressei com coisas que não deveriam mais me estressar, mas infelizmente não consigo não me abalar, tive uma crise infernal de TPM, bateu um vazio, senti uma dor que há muito tempo não sentia, senti ódio por senti-la, tive medo, ódio, quebrei o gesso, perdi uma viagem com pessoas que adoro muito, quase morri de tanta cólica, vi o eclipse da Lua e fiquei triste (não com o eclipse em si, mas com as coisas que me passavam pela cabeça), pensei, filosofei muito, cheguei a resultados racionais e desagradáveis... Enfim, uma semana que a princípio poderia ser rasgada do calendário. Mas por que, se no final tudo acaba bem? É... O problema é que quando estamos em plena crise, seja emocional, existencial, menstrual, profissional, sentimental, acreditamos que o certo seja somente aquilo que desejamos, sendo isso verdade ou não. Já reparou que quando tudo finalmente termina de uma forma diferente daquela que a princípio desejávamos, dizemos "É, foi melhor assim mesmo"... Digo isso por conformismo? Não... É porque não era pra pra ser mesmo. O melhor nem sempre é o que queremos. É... O problema é que sempre teimamos em percorrer um caminho que julgamos o ideal para o alcance do que insistimos ter. Ô teimosia... É... O problema é que sempre temos olhos de personagem, e não de espectador. O problema é que tais olhos muitas vezes são cegos. Bom... A semana chega ao fim e de uma forma ou de outra, as coisas começam a se assentar, a tomar seus devidos lugares. E é bom, apesar de tudo, poder ver e acreditar que tudo acaba bem. (Mary, Mari, vamos desistir de entender e jogar nas mãos de Deus. Alguém deve saber o que fazer com isso tudo, né? Hehehe.) Escrito por Menina na Gangorra às 22h57 [ ] [ envie esta mensagem ] Campanário de São José (Cassiano Ricardo) Quem não tem seu bem que não vem? Ou vem mas em vão? Quem? Escrito por Menina na Gangorra às 22h54 [ ] [ envie esta mensagem ] Discussões Infundamentadas - Na moral. Eu não agüento mais essa minha história não. Sério! Tô de saco cheio já. - Oxe!!! Eu também! Juro como não agüento mais a minha. Na moral, a gente tem que mudar. - É... Eu acho que é porque ainda não coloquei outro no lugar. - Oxe! Na moral, a gente tem que arrumar uns boyzinhos novos. Mas onde? - Sei lá! Vai aparecer. Esses num apareceram? - Mas onde, menina? Vão brotar do chão, é??? - Esses num brotaram?! - Não!!! - Pois o meu brotou. - O meu também. - Então pronto! - Mas o teu não brotou não! - Brotou sim! - Brotou não. Brotar pra mim é... - Ressurgir, reaparecer? Nada a ver! - Não, minha filha! Quando eu digo que o meu brotou, não é por causa disso não. O negócio é mais pra trás, lá no paleozóico. Tipo, brotar é quando a pessoa aparece do nada, do chão, que nem planta, quando a gente menos espera, saca? - Então o meu brotou, pois eu não esperava. Ou tu acha que eu coloquei o olho no menino e disse "É esse!"? - Não... Mas mesmo assim ele não brotou. - Nem o teu. - O meu brotou! - O meu também. - Ah, vou discutir mais não. Vai te f****! É foda discutir contigo porque mesmo que tu tenha mudado de opinião, que concorde comigo, insiste em defender a idéia antiga, insiste em defender o que nem acredita! - Mas eu acredito! - Acredita não. - Acredito sim! - Claro que não! Tu tá brigando só pelo gostinho de brigar, pelo prazer de ser do contra. - Não é não! - Ah, não vou discutir para saber se tu briga por algo em que acredita ou não. - Hahaha. - Vai te f****! - Hahaha. - Ei! Posso colocar isso no blog? - O quê? - Essas tabacudices da gente. - Hahaha. Pode. Portanto que não coloque os nomes... - Claro que não. Tu sabe que eu não faria isso. Hehehe. - Bota então! É bom que a gente vai ter registrado. Hahaha. - É, beleza. Oa, vou nessa. - Eu também. Ainda tenho que entrar na internet. E amanhã acordo cedo. - Beleza. Beijo. - Beijo. (História inspirada em fatos surreais) Escrito por Menina na Gangorra às 00h46 [ ] [ envie esta mensagem ] Estranho... Não sei o porquê, mas ainda não consegui absorver esta fase por completo. O medo bateu à minha porta. É, ele bateu. Finalmente o medo bateu à minha porta. E ele está me assustanto... Muito. Não o medo do fazer, da ação, do movimento, do que viria depois ou até mesmo da constatação de que nada viria mesmo. Não! Quanto a isso me sinto pronta, pois sei que a privação me faria sofrer muito mais com os "se's" me atormentando o resto dos dias. O que me dá pânico é a inércia. Pior... Antes fosse a inércia. Antes todos se calassem, parassem, se consentissem apenas. Antes o silêncio guiasse suas vidas. O que me aflige é a ameaça, aquela coisa de se sentir levada a tomar uma atitude e depois ver que não será mais necessário. Mas depois ela vem novamente, a velha ameaça... Mas e se elas pararem? E se amanhã tudo parar novamente? Restará o quê? O sentimento de loucura? As dúvidas? As incertezas? As contradições? É... tudo é tão claro e tão contraditório. Hoje, pela primeirz vez, sinto medo de entender, de sentir, das minhas "certezas incertas". Quero uma noite de sono e nada mais! (Mary, não chegou a doer que nem da outra vez, mas tava latejando. Você entende?) Escrito por Menina na Gangorra às 00h28 [ ] [ envie esta mensagem ] Energia Emocional : Será??? Olha o que me peguei lendo. E o pior, postando aqui! Hehehe. Bom, posso dar mais uma dica? Uma vez, não sei quando, não me lembro onde, ouvi dizer que dar descarga com a tampa da bacia levantada faz mal. Isso não só é anti-higiênico (imagine aquele monte de germes do seu cocô, do seu xixi, saltando nas suas pernas. Urg!), como também acredita-se que as energias positivas vão embora pelo ralo. Hehehe. Bom, mas me peguei lendo (algumas passagens, pois tudo ninguém merece): OS RALOS QUE LEVAM A ENERGIA EMBORA - Maldizer o destino: é quando você cai na armadilha de ser negativa e acha que só tem azar, desperdiçando a energia em um rosário de lamentações. Para neutralizar essa mania, adote um diário de agradecimentos, escrevendo nele todas as coisas boas que acontecem com você a cada dia. Mesmo as mais singelas. (Pôxa... Obrigada por ter conseguido acordar na hora certa, por meu pão não ter queimado na tostadeira, por fazer o soldado abrir logo o portão ao invés de me deixar plantada do lado de fora do prédio, por não ter deixado meu celular descarregar enquanto eu estava em casa, por ter tido uma idéia legal pra nick de MSN...) -Guardar raiva e tristeza: Às vezes, até vale a pena engolir uns sapos. Só não faz sentido represar eternamente aquelas emoções que não conseguimos descarregar num determinado momento. Experimente recorrer aos exercícios de terapia bioenergética para se livrar delas: a sós, soque uma almofada pensando no que a pessoa lhe fez. Ou empurre o cotovelo para trás várias vezes, como se estivesse golpeando alguém que a incomoda, e diga: "Sai! Sai! Sai!". Você certamente se sentirá muito mais aliviada. (Oxe... Que esmurrar almofada que nada! O negócio é dar soco na parede mesmo com o cotovelo! Mata logo dois coelhos com uma cajadada só. E que engolir sapo que nada! Nunca deixe criar um brejo dentro de você!) - Remoer Preocupações: Ficar ensaiando mentalmente a maneira de falar com uma pessoa para solucionar um problema só serve para esgotar energia. Se você tem uma diferença para resolver, não caia nessa. Deixe para agir na hora certa ou não terá forças quando precisar delas. É como agendar um encontro importante numa cidade vizinha, com combustível no carro para ir e voltar. Mas, temendo errar o caminho, dois dias antes você faz a viagem somente para conhecer o trajeto. No dia de ir pra valer, está sem gasolina... (Essa comparação foi cretina demais. Se o intuito era tornar as coisas mais fáceis de compreender, acho que tudo se tornou extremamente imbecil. Seria muito mais fácil dizer: "Meu irmão, faça, aja! Não treine não porque isso desgasta! Vá logo pro vamos ver e pronto!" Concordam? Hehehe) - Os sentimentos entram pela boca: Segundo a medicina chinesa, os diferentes sabores agem sobre cada uma das emoções e podemos, portanto, recorrer a eles para reequilibrá-las. "Uma pessoa com muita raiva controla a ira ao ingerir alimentos azedos", explica o médico Jou Eel Jia. Os muito obsessivos, que perdem energia e tempo remoendo mágoas, precisam investir em comidas adocicadas. As mais picantes, como pimenta e gengibre, são perfeitas em momentos de tristeza e melancolia. Quando a emoção predominante é o medo, o ideal é procurar as comidas salgadas para amenizá-lo. E nas horas de angústia e ansiedade, as amargas são as mais indicadas. "Geralmente, os efeitos aparecem dois ou três dias depois de iniciar a dieta", acrescenta Jou. (Hum... Interessantíssimo! Mas eu fiquei na dúvida sobre o que comer: doce, salgado, azedo, amargo, picante??? Hehehe) Escrito por Menina na Gangorra às 11h33 [ ] [ envie esta mensagem ] 21 Dias - Mainha, eu vou de vestido porque sei lá... Vai que o médico resolve imobilizar, né? - É... - respondeu minha mãe. Depois olhou para meu pé e continuou - Mas lave o pé!!! - Oxe, mainha! Tá limpo! Isso não é sujeira não! É o hematoma mesmo... Chegando no hospital, um médico lindíssimo me atendeu. Atenção: o superlativo não foi mera figura ilustrativa. Hehehe. Antes de me examinar, fez uma série de perguntas e lá vou eu contar a mesma história pela enésima vez... Depois, teve a atitude mais sensata, aquela que deveria ter sido tomada pelo outro que me atendeu no domingo seguinte ao acontecido: - Vou pedir para tirarem um raio x desse pezinho e depois encaminhá-la para um ortopedista pra ele dar uma olhada. Raio x tirado e lá vou eu pro doutor ortopedista. Batou pôr os olhos naquela "fotinha" horrorosa para passar o diagnóstico: - Achei o problema. Tem uma fratura na base do quinto. Olha aqui, deixa eu mostrar - e circulou a região. Eu obviamente fiz cara de quem estava entendendo tudo perfeitamente! - É o que a gente popularmente chama de "fratura do bailarino", pois muitas vezes acontece quando a pessoa pisa errado enquanto dança. - É!!! Foi e-x-a-t-a-m-e-n-t-e isso que aconteceu! Mas uma fratura??? - É... Mas não se preocupe que não é caso de intervenção cirúrgica - imaginem a minha cara quando ele pronunciou esta palavrinha! - Você só vai ter que ficar no gesso. - Gesso??? Por quantos dias? - Vinte e um dias. - V-i-n-t-e e u-m?!?!?! - Isso! Vinte e um dias! - nessa hora imaginei os carros indo pra Maceneiros e eu dizendo "tchau..." com um lencinho branco na mão! Hehehe. - Tá vendo? Fratura por causa do Balão Mágico! - disse meu pai. Enquanto colocava a botinha, ia conversando com o carinha que era uma simpatia. Ele dava altas dicas de como lidar melhor com ela. Na hora de ir pro carro, me trouxeram uma cadeira de rodas. É tão estranho andar de cadeira de rodas, pois mesmo estando num hospital, lugar que aquilo teria (teoricamente) uma naturalidade bem maior do que nas ruas, as pessoas paravam o que estavam fazendo para olhar. E naquele percurso, que nunca foi tão longo, eu só pensava nestes 21 dias a usar somente saias ou shorts (ainda bem que não sou fã de calças!), 21 dias esquecendo que meus calçados possuem um pé esquerdo, 21 dias sem poder cruzar a pesada perna esquerda sobre a direita (a situação agora inverteu! Hahaha), 21 dias me equilibrando nos degraus "fcapianos" ou daqui do prédio mesmo, 21 dias sem dançar, pular, correr, aprontar... Esses 21 dias vão me enlouquecer! (?) Não, isso não é real!!! Escrito por Menina na Gangorra às 00h31 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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