É, isso continua não sendo real!!!  
 
   
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"Não se preocupe, pois no final tudo acaba bem, Se ainda não está, é porque ainda não acabou". É, Mary... É isso mesmo. Pensei muito nisso durante esta semana que chega ao fim. Passei por maus bocados, engessei o pé, me estressei com coisas que não deveriam mais me estressar, mas infelizmente não consigo não me abalar, tive uma crise infernal de TPM, bateu um vazio, senti uma dor que há muito tempo não sentia, senti ódio por senti-la, tive medo, ódio, quebrei o gesso, perdi uma viagem com pessoas que adoro muito, quase morri de tanta cólica, vi o eclipse da Lua e fiquei triste (não com o eclipse em si, mas com as coisas que me passavam pela cabeça), pensei, filosofei muito, cheguei a resultados racionais e desagradáveis... Enfim, uma semana que a princípio poderia ser rasgada do calendário. Mas por que, se no final tudo acaba bem?

É... O problema é que quando estamos em plena crise, seja emocional, existencial, menstrual, profissional, sentimental, acreditamos que o certo seja somente aquilo que desejamos, sendo isso verdade ou não. Já reparou que quando tudo finalmente termina de uma forma diferente daquela que a princípio desejávamos, dizemos "É, foi melhor assim mesmo"... Digo isso por conformismo? Não... É porque não era pra pra ser mesmo. O melhor nem sempre é o que queremos.

É... O problema é que sempre teimamos em percorrer um caminho que julgamos o ideal para o alcance do que insistimos ter. Ô teimosia...

É... O problema é que sempre temos olhos de personagem, e não de espectador. O problema é que tais olhos muitas vezes são cegos.

Bom... A semana chega ao fim e de uma forma ou de outra, as coisas começam a se assentar, a tomar seus devidos lugares. E é bom, apesar de tudo, poder ver e acreditar que tudo acaba bem.

(Mary, Mari, vamos desistir de entender e jogar nas mãos de Deus.

Alguém deve saber o que fazer com isso tudo, né? Hehehe.)



Escrito por Menina na Gangorra às 22h57
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Campanário de São José

(Cassiano Ricardo)

 

Quem

não

tem

seu

bem

que

não

vem?

Ou

vem

mas

em

vão?

Quem?



Escrito por Menina na Gangorra às 22h54
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Discussões Infundamentadas

- Na moral. Eu não agüento mais essa minha história não. Sério! Tô de saco cheio já.

- Oxe!!! Eu também! Juro como não agüento mais a minha. Na moral, a gente tem que mudar.

- É... Eu acho que é porque ainda não coloquei outro no lugar.

- Oxe! Na moral, a gente tem que arrumar uns boyzinhos novos. Mas onde?

- Sei lá! Vai aparecer. Esses num apareceram?

- Mas onde, menina? Vão brotar do chão, é???

- Esses num brotaram?!

- Não!!!

- Pois o meu brotou.

- O meu também.

- Então pronto!

- Mas o teu não brotou não!

- Brotou sim!

- Brotou não. Brotar pra mim é...

- Ressurgir, reaparecer? Nada a ver!

- Não, minha filha! Quando eu digo que o meu brotou, não é por causa disso não. O negócio é mais pra trás, lá no paleozóico. Tipo, brotar é quando a pessoa aparece do nada, do chão, que nem planta, quando a gente menos espera, saca?

- Então o meu brotou, pois eu não esperava. Ou tu acha que eu coloquei o olho no menino e disse "É esse!"?

- Não... Mas mesmo assim ele não brotou.

- Nem o teu.

- O meu brotou!

- O meu também.

- Ah, vou discutir mais não. Vai te f****! É foda discutir contigo porque mesmo que tu tenha mudado de opinião, que concorde comigo, insiste em defender a idéia antiga, insiste em defender o que nem acredita!

- Mas eu acredito!

- Acredita não.

- Acredito sim!

- Claro que não! Tu tá brigando só pelo gostinho de brigar, pelo prazer de ser do contra.

- Não é não!

- Ah, não vou discutir para saber se tu briga por algo em que acredita ou não.

- Hahaha.

- Vai te f****!

- Hahaha.

- Ei! Posso colocar isso no blog?

- O quê?

- Essas tabacudices da gente.

- Hahaha. Pode. Portanto que não coloque os nomes...

- Claro que não. Tu sabe que eu não faria isso. Hehehe.

- Bota então! É bom que a gente vai ter registrado. Hahaha.

- É, beleza. Oa, vou nessa.

- Eu também. Ainda tenho que entrar na internet. E amanhã acordo cedo.

- Beleza. Beijo.

- Beijo.

(História inspirada em fatos surreais)



Escrito por Menina na Gangorra às 00h46
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Estranho... Não sei o porquê, mas ainda não consegui absorver esta fase por completo. O medo bateu à minha porta. É, ele bateu. Finalmente o medo bateu à minha porta. E ele está me assustanto... Muito.

Não o medo do fazer, da ação, do movimento, do que viria depois ou até mesmo da constatação de que nada viria mesmo. Não! Quanto a isso me sinto pronta, pois sei que a privação me faria sofrer muito mais com os "se's" me atormentando o resto dos dias.

O que me dá pânico é a inércia. Pior... Antes fosse a inércia. Antes todos se calassem, parassem, se consentissem apenas. Antes o silêncio guiasse suas vidas. O que me aflige é a ameaça, aquela coisa de se sentir levada a tomar uma atitude e depois ver que não será mais necessário. Mas depois ela vem novamente, a velha ameaça... Mas e se elas pararem? E se amanhã tudo parar novamente? Restará o quê? O sentimento de loucura? As dúvidas? As incertezas? As contradições? É... tudo é tão claro e tão contraditório. Hoje, pela primeirz vez, sinto medo de entender, de sentir, das minhas "certezas incertas".

Quero uma noite de sono e nada mais!

(Mary, não chegou a doer que nem da outra vez, mas tava latejando. Você entende?)



Escrito por Menina na Gangorra às 00h28
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Energia Emocional : Será???

Olha o que me peguei lendo. E o pior, postando aqui! Hehehe. Bom, posso dar mais uma dica? Uma vez, não sei quando, não me lembro onde, ouvi dizer que dar descarga com a tampa da bacia levantada faz mal. Isso não só é anti-higiênico (imagine aquele monte de germes do seu cocô, do seu xixi, saltando nas suas pernas. Urg!), como também acredita-se que as energias positivas vão embora pelo ralo. Hehehe. Bom, mas me peguei lendo (algumas passagens, pois tudo ninguém merece):

OS RALOS QUE LEVAM A ENERGIA EMBORA

- Maldizer o destino: é quando você cai na armadilha de ser negativa e acha que só tem azar, desperdiçando a energia em um rosário de lamentações. Para neutralizar essa mania, adote um diário de agradecimentos, escrevendo nele todas as coisas boas que acontecem com você a cada dia. Mesmo as mais singelas. (Pôxa... Obrigada por ter conseguido acordar na hora certa, por meu pão não ter queimado na tostadeira, por fazer o soldado abrir logo o portão ao invés de me deixar plantada do lado de fora do prédio, por não ter deixado meu celular descarregar enquanto eu estava em casa, por ter tido uma idéia legal pra nick de MSN...)

-Guardar raiva e tristeza: Às vezes, até vale a pena engolir uns sapos. Só não faz sentido represar eternamente aquelas emoções que não conseguimos descarregar num determinado momento. Experimente recorrer aos exercícios de terapia bioenergética para se livrar delas: a sós, soque uma almofada pensando no que a pessoa lhe fez. Ou empurre o cotovelo para trás várias vezes, como se estivesse golpeando alguém que a incomoda, e diga: "Sai! Sai! Sai!". Você certamente se sentirá muito mais aliviada. (Oxe... Que esmurrar almofada que nada! O negócio é dar soco na parede mesmo com o cotovelo! Mata logo dois coelhos com uma cajadada só. E que engolir sapo que nada! Nunca deixe criar um brejo dentro de você!)

- Remoer Preocupações: Ficar ensaiando mentalmente a maneira de falar com uma pessoa para solucionar um problema só serve para esgotar energia. Se você tem uma diferença para resolver, não caia nessa. Deixe para agir na hora certa ou não terá forças quando precisar delas. É como agendar um encontro importante numa cidade vizinha, com combustível no carro para ir e voltar. Mas, temendo errar o caminho, dois dias antes você faz a viagem somente para conhecer o trajeto. No dia de ir pra valer, está sem gasolina... (Essa comparação foi cretina demais. Se o intuito era tornar as coisas mais fáceis de compreender, acho que tudo se tornou extremamente imbecil. Seria muito mais fácil dizer: "Meu irmão, faça, aja! Não treine não porque isso desgasta! Vá logo pro vamos ver e pronto!" Concordam? Hehehe)

- Os sentimentos entram pela boca: Segundo a medicina chinesa, os diferentes sabores agem sobre cada uma das emoções e podemos, portanto, recorrer a eles para reequilibrá-las. "Uma pessoa com muita raiva controla a ira ao ingerir alimentos azedos", explica o médico Jou Eel Jia. Os muito obsessivos, que perdem energia e tempo remoendo mágoas, precisam investir em comidas adocicadas. As mais picantes, como pimenta e gengibre, são perfeitas em momentos de tristeza e melancolia. Quando a emoção predominante é o medo, o ideal é procurar as comidas salgadas para amenizá-lo. E nas horas de angústia e ansiedade, as amargas são as mais indicadas. "Geralmente, os efeitos aparecem dois ou três dias depois de iniciar a dieta", acrescenta Jou. (Hum... Interessantíssimo! Mas eu fiquei na dúvida sobre o que comer: doce, salgado, azedo, amargo, picante??? Hehehe) 



Escrito por Menina na Gangorra às 11h33
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21 Dias

- Mainha, eu vou de vestido porque sei lá... Vai que o médico resolve imobilizar, né?

- É... - respondeu minha mãe. Depois olhou para meu pé e continuou - Mas lave o pé!!!

- Oxe, mainha! Tá limpo! Isso não é sujeira não! É o hematoma mesmo...

Chegando no hospital, um médico lindíssimo me atendeu. Atenção: o superlativo não foi mera figura ilustrativa. Hehehe. Antes de me examinar, fez uma série de perguntas e lá vou eu contar a mesma história pela enésima vez... Depois, teve a atitude mais sensata, aquela que deveria ter sido tomada pelo outro que me atendeu no domingo seguinte ao acontecido:

- Vou pedir para tirarem um raio x desse pezinho e depois encaminhá-la para um ortopedista pra ele dar uma olhada.

Raio x tirado e lá vou eu pro doutor ortopedista. Batou pôr os olhos naquela "fotinha" horrorosa para passar o diagnóstico:

- Achei o problema. Tem uma fratura na base do quinto. Olha aqui, deixa eu mostrar - e circulou a região. Eu obviamente fiz cara de quem estava entendendo tudo perfeitamente! - É o que a gente popularmente chama de "fratura do bailarino", pois muitas vezes acontece quando a pessoa pisa errado enquanto dança.

- É!!! Foi e-x-a-t-a-m-e-n-t-e isso que aconteceu! Mas uma fratura???

- É... Mas não se preocupe que não é caso de intervenção cirúrgica - imaginem a minha cara quando ele pronunciou esta palavrinha! - Você só vai ter que ficar no gesso.

- Gesso??? Por quantos dias?

- Vinte e um dias.

- V-i-n-t-e  e  u-m?!?!?!

- Isso! Vinte e um dias! - nessa hora imaginei os carros indo pra Maceneiros e eu dizendo "tchau..." com um lencinho branco na mão! Hehehe.

- Tá vendo? Fratura por causa do Balão Mágico! - disse meu pai.

Enquanto colocava a botinha, ia conversando com o carinha que era uma simpatia. Ele dava altas dicas de como lidar melhor com ela. Na hora de ir pro carro, me trouxeram uma cadeira de rodas. É tão estranho andar de cadeira de rodas, pois mesmo estando num hospital, lugar que aquilo teria (teoricamente) uma naturalidade bem maior do que nas ruas, as pessoas paravam o que estavam fazendo para olhar.

E naquele percurso, que nunca foi tão longo, eu só pensava nestes 21 dias a usar somente saias ou shorts (ainda bem que não sou fã de calças!), 21 dias esquecendo que meus calçados possuem um pé esquerdo, 21 dias sem poder cruzar a pesada perna esquerda sobre a direita (a situação agora inverteu! Hahaha), 21 dias me equilibrando nos degraus "fcapianos" ou daqui do prédio mesmo, 21 dias sem dançar, pular, correr, aprontar... Esses 21 dias vão me enlouquecer! (?) Não, isso não é real!!!



Escrito por Menina na Gangorra às 00h31
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"Meu pé esquerdo"

Se o gênio da lâmpada mágica aparecesse na minha frente e me desse o direito de fazer um único pedido (nem precisava ser três), com certeza seria: cure o meu pé!!! Sério! Era a coisa que eu mais queria hoje, aqui, agora.

 

Engraçado como uma torção pode ter repercussões tão grandes! Não foi apenas uma pisada infeliz, sentir muita dor, ir ao médico e tomar antiinflamatório. Torcer o pé foi tornar-me dependente. Eu não sabia, mas descobri que não sei ser dependente.

 

Sou uma pessoa ativa, extremamente agitada, que odeia ficar quieta, parada. Tornar-me manca fez com que eu desse uma freada neste jeito devido às minhas novas condições.

 

Estou com saudades de ir e voltar a pé da faculdade, de explorar as redondezas do bairro com minhas próprias pernas e de fazer as minhas “caminhadas ecológicas”. Até das visitas domiciliares devido ao trabalho eu tenho saudades! Sinto muita falta das aulas na Livre Acesso, principalmente das de combat, uma das mais eficientes válvulas de escape para tanta energia represada. Quero voltar a subir e descer correndo as escadas da FCAP, a usar meu anelzinho que tive que tirar devido ao inchaço, a cruzar a perna direita sobre a esquerda e a calçar meus tênis, sandálias, sapatos. Tudo bem que adoro Havaianas, mas chega uma hora que cansa...

 

Quero a minha vida de volta. Sim, pois esta que vivo não se parece comigo. Cansei de andar de carro, de ficar deitada e de pensar demais.

 

Será que esta fase esquisita da qual já falei anteriormente se deve a um passo infalso dado ao som da Trashdance? Hum... não sei. A verdade é que preciso, mesmo que temporariamente, me acostumar com esta nova fase e aprender a lidar com certas dependências e limitações. Afinal, “há males que vêm pra bem”. O bem ainda não descobri, mas o mau encontra-se ali no meu pé esquerdo.

 

(Escrevi antes de ir ao hospital, ver como andava o meu pezinho)

 



Escrito por Menina na Gangorra às 18h57
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"Meus Oito Anos"

Estava hoje revendo umas fotos de porta-retrato de quando éramos crianças. O Didio todo estiloso, com uns óculos maiores que sua própria cara e com jeito de pirralho que quando se aborrecia entrava com a bola só pra morgar a brincadeira. O Diego, que vivia sendo "café com leite". Já notou como criança é um bichinho metido? Adora brincar com as "mais velhas", de 9, 10, 11 anos e acabava sobrando na função de "café com leite". Porém, quem não possui relatos a contar quanto a isso? Todo mundo já foi um dia! Ou então lhe enganaram tão competentemente a ponto de você nunca ter achado estranho ser sempre o primeiro a ir pro "morto" no queimado ou então a ser o último sobrevivente da partida, mesmo não sendo tão bom assim (sobrava junto com a bola na hora que iam tirar o time e sempre escolhiam a bola, como era meu caso, confesso!) Por que você acha que nunca lhe encontravam no esconde-esconde, mesmo se escondendo nos lugares mais óbvios? Por que nunca consideravam a sua "batida salve todos"? O nome disso é "café com leite", meu querido...

Por várias vezes me peguei pensando na minha infância e na das crianças de hoje. A propósito, elas ainda brincam de esconde-esconde? É... Talvez seja difícil fazer isso dentro de apartamentos cada vez mais compactos e em ruas cada vez mais cheia de carros. Que pena...

Não há uma única vez que vá ao Carrefour e não veja naquela rua lateral o meu ontem, com aquela Marcos André tranqüila, "acidentada" (em todos os sentidos. Hehehe) e que eu adorava descer e subir na minha Caloi Cecizinha, presente de Papai Noel. Aquela rua da fábrica, do "Lojão do Capibaribe" e do seu parquinho. Aquela rua onde ficava com minhas coleguinhas vendendo mangas pegas dos nossos quintais (manga rosa do meu e espada do da Náyra) aos trabalhadores que terminavam o expediente na fábrica. Hoje a Marcos André está asfaltada, plana, deserta. A minha casa ainda está lá, mas as crianças se esconderam em algum lugar que ainda não achei...

Ah, a casa... Achava tudo tão grande! A varanda, os quartos, a sala, a cozinha, a prórpia fachada me parecia tão enorme... O jardim?! Por diversas vezes tomamos banho de sol lá, regados com a mangueira...O quintal?! Era o meu pomar, com pitomba, goiaba, carambola, manga, pitanga, banana. E como toda criança, teimava em plantar feijão.

Eu só não gostava muito do inverno, pois não me deixava ir pra rua pular amarelinha e fazia com que as lagartas de fogo e as muriçocas chegassem. E eu acreditava que tinha muita muriçoca porque elas também procuravam se refugiar da chuva. Hehehe.

São João? Eram tantas fogueiras na rua, milho assado, bombinhas, vestidinho estampado com chapéu de trancinhas. Já tive um de cabelo loiro! Sonhava ser galega!

Mas tinha outra coisa que eu não gostava: fazer aniversário uma semana depois do Dia das Crianças. Sério! Achava um saco, pois um dos presentes era sempre mais pebinha. Quem faz aniversário perto do Natal sabe bem do que estou falando...

E por falar em Natal... Papai Noel! Gente, eu acreditava em Papai Noel! E como era bom... Era mágico! Escrevia cartinhas, ia visitá-lo nas lojas (na época não tinha essa onda de shopping como se tem hoje). Aliás, aqueles não eram o original, e sim auxiliares que visitavam as criancinhas e escutavam seus pedidos. Eu me lembro de um ano que o Papai Noel me deixou uma cartinha junto à minha "Barbie Noiva" e que me fez chorar por diversas vezes de tão linda que era. Vai ver que por conta dessa boneca, que eu achava liiiiiinda, até hoje eu tenha o sonho de ser uma noiva um dia. Bom, mas voltando ao Papai Noel... Quando eu passei Natal em Fortaleza, estava preocupada em ele não me encontrar lá!

E eu era uma pirralha atuante, pois me sentia no papel de fazer com que as demais crianças descrentes passassem a ter a minha mesma certeza. A Náyra teimava em dizer que eu estava sendo enganada. Uma vez apostei que se ela pedisse algo, ela ganharia. Mas não ganhou... Eu dizia que isso tinha acontecido porque ela não tinha pedido de verdade, com força, com o coração! Hahaha.

Enfim, eu viajava mesmo nesse lance de Papai Noel. Deu pra notar, né? Tanto é que uma das minhas maiores decepções dessa época foi saber da "verdade adulta". Chorei tanto, me senti enganada. Ensaiei muitas vezes a maneira de chegar aos meus pais para dizer que tinha desmascarado tudo, mas que mesmo assim os amava. E nos anos seguinte, ainda tive que fingir pros meus irmãos mais novos. Por sinal, o Didio sempre quis ser o espertinho, pois mesmo sabendo de toda a verdade continuava a explorar, pedindo presentes caros!

É... Bons tempos aqueles. Tempos de joelho arranhado, de esconde-esconde atrás dos murinhos das casas e barra-bandeira na rua. Não sei como as crianças de hoje vêem esta fase e a vivem. Talvez de uma forma bem diferente, mais digitalizada, informatizada e encarcerada em condomínios fechados. Que pena! Quanto a mim, sinto-me tão Casimiro de Abreu... "Oh! que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, naquelas tardes fagueiras à sombra das bananeiras, debaixo dos laranjais".

 



Escrito por Menina na Gangorra às 14h57
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" Odeio o modo como fala comigo
e o modo como articula suas palavras
Odeio o modo que me olha
e odeio seu desmazelo
Odeio seu ar de desprezo
e como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você que até me sinto doente
Eu odeio como você está sempre certo
E odeio quando você mente
Eu odeio quando você me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Eu odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar "



Escrito por Menina na Gangorra às 16h27
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Tensão Pré-menstrual, ou simplesmente TPM. Alguém já parou para pensar na repercussão da mesma na sua vida? Seja homem, seja mulher, seja criança ou de mais idade, não há quem nunca tenha se deparado com estas três letrinhas direta ou indiretamente.

"Mas mamãe, só mais cinco minutinhos! Por favor..." e escuta um "Não, já falei que não! Você está muito mal acostumado! Está pensando o quê? Isso tem que parar, ou você será um daqueles adultos mimados, que não sabem levar um não e nem perder! Onde isso irá parar? E quando você perder seu primeiro emprego, como vai ser?" Ahn??? É... pra quem queria só mais um pouquinho de tempo pras brincadeiras, levar um não desses pode sim torná-lo um adulto frustrado. Culpa de quem? Da mamãe... com TPM!

"É sempre assim! Estou de saco cheio desta toalha em cima da cama, da xícara usada que você teima em esquecer na mesa, da pasta de dente que você não conseguiu aprender a apertar nesses anos todos de casamento, dessa sua mania horrível de comer primeiro o recheio para depois o biscoito! Cansei! Vamos dar um tempo!" Ahn? Tempo?!?! Não... é TPM!

Eu, por exemplo, fico um saco. São muitas as histórias bizarras de sensibilidade à flor da pele, da agressividade fulminante nos olhos e de instabilidade emocional. A última foi sentir muita vontade de chorar ao ver um gatinho siamês cotó atravessar a rua. "Ai que lindo... Eu queria tanto ter um gatinho!!!" E me controlei, pois dizer ao meu pai que chorava por causa do bichano seria no mínimo surreal. Ele com certeza não acreditaria e se bobear me chamaria pra uma conversa, pra um "desabafo".

Num mesmo dia, sinto uma consecução incoerente de sentimentos. E quem disse que os sentimentos são coerentes? São?! Não sei... Talvez eu não seja coerente! Na verdade, acho que hoje não tenho as mínimas condições de dizer quem sou, como sou. Apenas como estou.

Eu estou chata. Confesso... Acredito que quando alguma coisa nos incomoda, a primeira coisa a ser feita é encará-la de frente. Se gosta de alguém mas queria que isso fosse diferente, assuma seus sentimentos! Se tem um defeito incompreensível para muitos, vá em frente, pare de negar, de reclamar e tente trabalhar em cima dele. Assuma-se sempre!

Sabe quando você sente que não está muito receptiva para os outros? Sabe quando você sente que se o seu príncipe aparecesse no meio do caminho, enquanto você vai ao supermercado comprar um pote de sorvete para comer enquanto assiste àquele seu programa de entrevistas favorito, fosse achar você a pior das "sapinhas"? Sou eu... Estou chata, estou cansada, estou abusada, inconstante, incoerente... Sinto-me tão esquisita! Não nego mesmo...

E nesses momentos, quando assim me sinto, me vem à tona aquele e-mail que muita gente já deve ter recebido e que fala sobre cuidar do nosso jardim e deixar que as borboletas cheguem até ele. É, é verdade... O meu jardim está seco, minhas plantinhas estão murchas e flores já não vejo ali. O que eu faço?

É TPM? É nóia da minha cabeça? É o quê? Não sei! Sou noiada, confesso. Estou em plena TPM, não nego. Mas o que fazer com meu jardim numa hora dessas? Numa hora em que não tenho vontade de fazer nada que vá além das delimitações da cama? Quando o sono é o único lugar que me sinto bem, tranqüila e sem encucações na cabeça? Quando o desejo por doces e chocolates é compulsivo e incontrolável? Quando seu pé está multicolorido, inchado e sem perspectivas de melhora, privando você de fazer coisas fundamentais para encarar um dia bem? Quando pessoas que são importantes pra você às vezes pisam na bola, vacilinho besta que você até compreende, mas que nessas horas torna-se verdadeiras tempestade? E quando outras pessoas vão ressurgindo, reaparecendo do nada, "brotando", querendo lhe enlouquecer e você se sente tão confusa, tão atordoada que já nem tem forças para agir, pra resolver e prefere deixar tudo pra lá?

Quem por acaso souber o que fazer nessas situações, por favor não me diga. Sei lá... Eu sinceramente estou sem forças até para mudar. 



Escrito por Menina na Gangorra às 00h24
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Hum... Mais um dia chegando ao fim. Mais uma semana que termina aos pouquinhos. Mais um ano mais velha. Mais... Mais... O que mais tá faltando na minha vida, hein?

Uma semana completamente torta, uma semana manca, uma semana "deficiente". Muito estranho chegar na faculdade mancando, arrastando um pé enfaixado, subir as escadas sentindo degrau por degrau. Estranho ter que me conter ao máximo nos movimentos. Bom, acho que sobrevivi! Hahaha. O pé ainda inchadão, multicolorido, mas eu sobrevivi.

Na terça, meu aniversário. Já aconteceu de alguém chegar até você dando os parabéns e você nem se lembrar que era seu aniversário? Pronto... Foi exatamente isso. Um dia que literalmente não me senti aniversariante. Mas à noite, até que a ficha começou a cair um pouquinho com as ligações que se intensificaram e as mensagens diversas. É, acho que estou ficando "velha". Ou pelo menos a crise dos "vinte e poucos anos" já tá esmurrando a porta da minha casa, querendo entrar. Que estranho é se sentir velha! É tão contraditório... Mas essa não foi a única crise que tive na semana não.

E durante a semana, vários capítulos, reflexões, discussões sobre a "novela mexicana" mais interminável que já vi: a minha. É, sou protagonista de uma! Bom, mas estou cada vez mais cansada dessa condição. Estou deixando pra lá coisas que nem sei se deveriam ser deixadas dessa forma. Na verdade, só sei que estou cansada da mesma batida, do mesmo passo, das mesmas histórias. Estou cansada da não-resolução, mas hoje nem sei se quero e se vale a pena resolver. É, devo estar muito cansada mesmo pra pensar dessa forma!

E na quinta, mais uma cena surreal: seis indivíduos apresentam um trabalho sobre a Realidade Brasileira. O tema? "Globalização". 

A bizarrice começou com a equipe: eu nem sabia que Zulu tava nessa cadeira, muito menos na mesma equipe. "Cecília, eu só vou poder dar uma passadinha lá e apresentar". Hahaha. Não, aquilo não podia ser real...

Depois, Ceci, Mari e Balão no D.A., tentando dar continuidade ao trabalho, terminar o que não havia sido feito em casa. Ceci no MSN, Balão tentando estudar, sem conseguir e quase cochilando. E Mari enchendo o powerpoint de figurinhas fofinhas.  Dhomini chega e se junta àquele cenário surreal. E ninguém conseguia estudar... Depois vem Zulu, vem Natha.

Enfim, a apresentação. Começou com um "Vocês todos vão falar???" Oxe, e né pra falar não? E depois um "Então sentem e fica somente quem for falar em pé ou então não vai ter ninguém assistindo". Não, aquilo não era real...

A primeira a falar?! Ceci... Até ela não entende suas próprias viagens. Era um "os primórdios da globalização" pra cá, "pergaminho" pra lá,. E vinha com "a semente da globalização". Olhava e via os demais tentando prender o riso. E depois? Natha! Pra quem tava sem uma colinha, ela detonou. Dúvidas sobre a globalização produtiva, é só procurá-la.

A esta altura o professor já estava agoniado pelo término do trabalho... Não que estivesse extenso ou chato. Dhomini começa a falar. Eram slides e mais slides... E o tempo passando e o professor agoniado, ao mesmo tempo se empolgava. Até que...Mari! E lá vem ela com ONU, OMC, OIT... E o professor querendo acabar. E lá foi Zulu. Depois Balão e o professor "Fábio Allan ainda vai falar?" e Natha "Mas é só uma frase de desfecho". Pronto... Balão sai engolindo as sílabas, falando coisas atrás de coisas e... Acabou! Quase de férias de uma cadeira surreal, com um professor surreal e um trabalho de conclusão no mínimo bizarro!

 



Escrito por Menina na Gangorra às 02h04
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"O amor e o poder"

Sábado, 16 de outubro de 2004.

A manhã começou com uma trilha sonora que me ajuda bastante em alguns momentos da vida: Los Hermanos. Incrível! É que nem remédio... Tem certas horas que me sinto desnorteada e basta escutar pra tudo se acalmar mais. Não que eu encontre respostas para perguntas que queira saber, e sim que pelo menos um pouco de serenidademe é passada depois de algumas músicas. Até dormir eu consegui!

De tarde, mais loopings na minha vida. E a certeza de que os homens são realmente uns loucos. Eu já sabia, mas a cada passo novo dado, mais claro isso fica. Teve alguns instantes, em frente a este pc, que realmente achava que iria enlouquecer!!! Bom, como diria Lavínia, "Absrtrai..." Pra ser sincera, tudo o que eu queria naquele instante era sumir, fugir daqui por um tempo.

Depois de mais uma conversa "daquelas", um monte de dúvidas na cabeça. Mas não adianta... Por mais que eu pense, eu sei que na hora eu vou fazer o que eu realmente quiser, o que meu coração mandar, independentemente da opinião dos outros e de ser "certo" ou "errado".

Iarinha, Domitila com um celular que liga de graça para meio mundo de gente... Então, esse "meio mundo" acabou entrando aqui em casa também, de uma forma ou de outra. Rimos muito, conversamos, fofocamos, vi Iarinha fazer rapel no tanque, depois pré-aquecemos pra festa, dançando Mara Maravilha, Angélica, Paquitas, Balão Mágico... Até que fomos pra Trashdance.

Assim que cheguei lá, me senti tão estranha. Sei lá... Sabe quando você olha ao seu redor e vê muita gente conhecida, muitos amigos pelos quais você tem carinho e amor, mas ao mesmo tempo se sente estranha, sozinha? E o pior: não sabe o porquê disso. Não sabe dizer especificamente o que está faltando. Bom, foi exatamente isso que senti ali na entrada. Era todo mundo falando ao mesmo tempo, conversando, aquele aglomerado aumentando, o som rolando, as pessoas chamando, e eu agoniada... Tinha horas que eu tava catatônica, sem saber com quem falar, ficar perto. Daí tomava uma postura "autista" e depois via que aquilo não era compatível comigo. Hehehe.

Entrando, comecei a enlouquecer com aquele som. Caramba! Tava muito massa... A merda é que uma torção tentou estragar a minha festa. Foi horrível! Mas não me deixei abater... Ou pelo menos tentei ao máximo continuar a minha festa: cantei, gritei, dancei, incorporei o "saci pererê"...

Tocou de tudo! Balão Mágico, Trem da Alegria, Xuxa, Dominó, Sérgio Malandro, Menudos, Rosana ("O Amor e o Poder" Hahahah)... Até que meu pezinho pediu penico e fomos embora... Mas foi tudo tão louco tão... tão... tão... tão surreal!



Escrito por Menina na Gangorra às 17h53
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"Banharei-me em seu mais profundo ser, procurarei você no meu mais intenso calor, me encontrará no seu momento maior de tristeza e aí verás que precisa de ti e de mim."



Escrito por Menina na Gangorra às 17h05
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Pronto! Aqui está o meu novo blog, já que o outro "explodiu" (ainda não me conformei, mas tudo bem).

Depois de muita revolta, percebi que preciso desta "válvula de escape" para externar minhas idéias e pensamentos, principalmente depois de já ter criado o costume com o anterior.

Muita coisa não mudou, tanto é que o meu lindo balão continua ali no cantinho superior esquerdo. Só que ele não é mais azul...

A minha vida, que é o principal, continua surreal. Não necessariamente a mesma. Às vezes reclamo da mesmice, mas reparei que volta e meia tenho novidades! Ela é realmente surreal... E foi exatamente por isso que nem mexi muito no nome do blog. É, isso continua não sendo real...

E acho que hoje tinha mesmo que ser o dia do primeiro post: um dia completamente surreal e a constatação de que os homens são realmente todos uns loucos. E ainda dizem que as mulheres que são confusas, indecisas e capazes de dar um nó em suas cabeças... E é porque ainda ousam me chamar de louca por aí. Pode?

Engraçado como perdi o medo. Gente, eu perdi o medo!!! Aliás, acho que já não o tinha na última vez. Hoje me sinto tão forte, tão decidida e segura... Apesar disso, acho completamente normal e humano me sentir de alguma forma abalada, mexida, cutucada. Tenho um peito e um passado dentro de mim. Tenho sentimentos, emoções, lembranças que quando reviradas ainda me deixam atônita. Mas sou forte e perdi o medo! E sei mais do que nunca que orgulho não tenho. Por mais que corra o risco de quebrar a cara, faço a minha parte. Com ele, posso dizer que tentei. Posso respirar aliviada e gozar do prazer de ter tentado, de ter dado a cara a tapa e feito o que estava ao meu alcance, o que queria.

Às vezes me sinto "contemplada" por conseguir entender todas as suas ações, apesar das loucuras e confusões. Mas também é tão desconfortante compreender seu comportamendo duvidoso,  seus avanços e, principalmente, seus conseqüentes recuos.  Ao mesmo tempo, é tão bom saber que estive sempre certa, que não "enlouqueci" sozinha. Pena que amanhã será um novo dia... (?)



Escrito por =^.^= às 00h11
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