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... e a saga continua...

- Cecília!!! Acorda!!! Bora, bora, bora!!!

Não tem Madre Teresa que consiga acordar de bom humor escutando isso logo cedinho. É aquela gonia, aquele alvoroço, aquela pressa sem porquê. Fico logo mal humorada, de "ovo virado"... Melhorei um pouco depois que recebi uma mensagem no celular que me fez rir. O conteúdo? Morram de curiosidade! (né Isma?) Hehehe.

Fomos pro hospital. Não via a hora de tirar aquela bota, poder chegar em casa e tomar banho sem aquela frescura toda e coçar meu calcanhar, por exemplo. Chegando na ortopedia e vendo o mau humor, a grosseria e a falta de educação do recepcionista, foi impossível eu não voltar ao meu estado das oito da manhã! Por pouco (muito pouco mesmo) não subi na mesa dele, dei aquela rosnada e avancei no seu pescoço! Finalmente meu amiguinho gente boa da consulta anterior (Samuel) apareceu pra me conter. Ufa!

Como sempre digo que nada na vida é tão ruim a ponto que não possa piorar, pulemos para o parecer do médico:

- Bom, deixa eu ver este raio x (aqui cairia muito bem um emoticon tipo "Ismael", com cara de "deixe-me pensar"). Olha, você não pode tirar esse gesso agora não. Vou lhe explicar o que houve. Foi uma fratura completa, que atingiu a base de um tendão. Veja! (e eu vendo, completamente sem acreditar) É um risco muito grande tirar o gesso hoje. Isso é caso de seis semanas de imobilização. Agora foi que você entrou na quarta! (esclarecendo: uma sem gesso e três de botinha) E vou ser sincero: foi um milagre você não ter precisado de cirurgia. Chegou muito perto de fazer uma intervenção! E como é que você ainda conseguiu ficar aquela primeira semana andando, sem imobilização?

Nem preciso dizer a minha cara ao ouvir isso tudo, né? Tava atônita, sem acreditar. Não tinha reação alguma. Se o médico dissesse que eu tinha que ir ao bloco cirurgico e tomar uma injeção na testa, era capaz de eu ir. Mas depois a ficha começou a cair, foi dando o desespero, fui vendo a realidade.

Mais quinze dias... QUINZE DIAS! Como serão esses quinze dias? Meus pais vão embora amanhã pra Brasília. E vou passar duas semanas dependente, sem eles aqui pra me ajudar. É, sou eu e eu. E justo eu, que me viro, pego ônibus aqui, vou andando ali. Fudeu! (foi mal o palavrão, mas...)

É, a ficha tá caindo... E a minha novelinha de "Meu pé esquerdo" ainda está longe do fim.

 



Escrito por Menina na Gangorra às 12h32
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Mudanças...Há alguns dias embalei nesse ritmo de entrar em casa e escutar eco de tudo. Você toca a campainha e mesmo do outro lado da porta escuta aquele "din-dom-dom-dom". Cai um caderno no chão e o barulho dá a impressão de ser muito maior.

É estranho entrar em casa e ver apenas algumas cadeirinhas na sala, algumas caixas com meus pertences no meu quarto, três colchões no dos meus pais, uma rede, uma televisão e um ar condicionado.É, estamos acampando!

Sábado a mudança rumou pra Brasília. Muito pouco trabalhei nesse processo, pois minhas condições físicas me limitaram um pouco. Mas nem por isso não me estressei. Afinal, meu pai não me poupou com coisas do tipo "Cecília, quando é que você vai decidir arrumar essas suas coisas?????" Isso me enlouquecia! Mas sobrevivi. Hehehe.

Agora nesta fase de "camping", o mais punk é a alimentação. Estamos sem panelas, sem fogão, sem geladeira. As refeições são feitas fora de casa ou então apelamos pro delivery. Quero ver até quando vou agüentar yakissoba. Hahahaha.

Mas a tarde de hoje foi bem agradável. Fui mais uma vez almoçar na casa do meu primo.Por sinal, ele mora na mesma rua da minha infância,da qual até já escrevi neste blog. É impossível ir ali e não lembrar do meu passado. Hoje passei a tarde lá, com meus priminhos. Chegando na casa, estavam os dois insistindo para que eu entrasse na piscina de gesso e tudo. "Que que tem? É só tu ficar com a perna levantada que não molha!" Hahaha.

Foi muito bom conviver com eles durante a tarde. Ouvi coisas do tipo "O Thiago não sabe mergulhar. Como é que pode um menino de seis anos não saber mergulhar!" Eu me abria de rir... Lindo quando perguntei a idade da Gabi e ela "Tenho seis anos e o Ítalo tem oito. Ele já pode cuidar de mim!"

E quando a minha priminha disse pro coleguinha (o tal Thiago) "Thiago, cuidado com a perna dela que tá engessada!" e ele "Cadê???" e não sei por que a pirralha se invocou e disse "Tu queria que tua perna estivesse assim?Queria?" e faltou bater no pirralho.

Assistimos Malhação juntos (hehehe) e quando tava pegando no sono, acordei com o beijinho molhado da Gabi.Nossa! Não tem quem não se renda... E na hora de ir embora, tava tomando café e ainda escutei a Gabi dizendo "Coloca pouco pra mim ou eu não durmo!" Hahaha. Eu me abria de rir. E quando ela disse "Eu quero café com leite em pó e bolinha!"?! Meu pai "Oxe, puxasse a tua prima, foi?" Pronto...Passamos tempos e tempos discutindo a quantidade ideal de leite em pó para deixar a xícara abarrotada de bolinhas. Hahaha.

E antes de ir embora, o Ítalo corre e esconde a chave do portão.Não queria que fôssemos embora. Que fofo! E ao sair do portão e passar meu gloss (meu vício.Hehehe),a Gabi corre pra mostrar o dela. Isso!E tive que ouvir mais uma vez "Oxe, puxasse a tua prima, foi?"



Escrito por Menina na Gangorra às 18h41
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“Então comecei uma listinha de sentimentos dos quais não sei o nome. Se recebo um presente dado com carinho por pessoa de quem não gosto – como se chama o que sinto? A saudade que se tem de pessoa de quem a gente não gosta mais, essa mágoa e esse rancor – como se chama? Estar ocupada - e de repente parar por ter sido tomada por uma súbita desocupação desanuviadora e beata, como se uma luz de milagre tivesse entrado na sala: como se chama o que se sentiu?”

(Trecho de Clarice Lispector gentilmente roubado do blog de Fábio Allan "Balão" - Lost in Solitude)



Escrito por Menina na Gangorra às 14h31
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Eu quis muito ganhar uma bicicleta. Nossa, como eu quis! Mas não ganhei...

Bom, e agora eu estou tão contente com meu disco voador! Pode ser que um dia ele me busque e me leve pro seu mundo...



Escrito por Menina na Gangorra às 02h14
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