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É, isso continua não sendo real!!! | |||
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Eu também. Também tenho feito apenas o que sinto, o que tenho vontade. Canção do dia de sempre Tão bom viver dia a dia... (Mário Quintana) [Eu sei que pode ter mesmo soado meio vinheta de televisão, mas...] Escrito por Menina na Gangorra às 23h35 [ ] [ envie esta mensagem ] Diálogo entre uma criança de 4 anos e outra de 22: - Mainha, tu passasse? - ... - Hein, mainha? Tu passasse? - ... - Ela não sabe, Luis. A tia ainda vai corrigir a prova da tua mãe e depoooois vai dizer se ela passou ou não. - É que eu rezei pra ela passar. - Rezou? Que lindo!!! Tu rezasse pra mim também? Rezasse pra eu passar? - Não... - Mas Galego!!! Tu nem rezasse pra mim?! Pôxa... - É que minha mãe precisa passar porque ela tá sem dinheiro! O resto do caminho até minha casa foi só rindo. E a certeza de que criança é mesmo incrível! Escrito por Menina na Gangorra às 04h04 [ ] [ envie esta mensagem ] Sobre bichos Na minha nova casa tem uma tartaruga. Aliás, na minha nova casa tem muita coisa que não tinha nas anteriores. Mas o mais diferente mesmo é a tal da tartaruga. Nunca criei uma. Pra ser sincera, nunca tive vontade também. Mas aqui tem. Nos primeiros dias de minha estada, andava escondida embaixo dos móveis ou atrás da porta da área de serviço. Depois, com o passar do tempo, acho que foi se acostumando com minha presença. Ou tendo que se acostumar, né? Seu nome? Jackie. Nem sei se é assim que se escreve, mas devido às circunstâncias, achei que fosse a maneira mais correta:não se sabe se é um macho ou uma fêmea. Isso! E agora há pouco tava deitada e pensando como seria a correta escrita desse nome. Se for "Jack", ficaria masculinizado demais. Se escrevêssemos "Jaque", afeminado demais. Então vai "Jackie" mesmo, que é a forma mais "assexuada" que achei. Se um dia seu sexo for descoberto, não sofrerá maiores traumas. Meu sonho é saber se ela gosta ou não de mim. Acho que com esses meses aqui já deu pra pelo menos se acostumar com minhas visitas à área de serviço. Mas daí a gostar tem uma enorme diferença. Sempre que estou no tanque ou na pia, ela se achega nos meus pés. E toda vez que isso acontece, lembro-me da tia falando "Cuidado pra ela não te morder!" Ih... E depois me lembro de uma mensagem que recebi do celular dizendo "Tartaruga morde". Daí toda vez que estou lá, olho pra Jackie, ela olha pra mim e ficamos naquela. Na dúvida, afasto meu pé... A verdade é que até agora não saquei qual a dela. Se gosta de mim e tá tentando apaziguar o trauma do começo de nossa relação ou se achega só no intuito de morder meu pé... Mas digo por mim que com o passar dos dias, vou gostando mais e mais daquele bichinho, que sempre se enfia dentro de sua casinha cascuda particular quando se assusta ou quando sente um movimento mais brusco. E já me peguei trocando umas idéias com ela. Oxe, num tem gente que conversa com samambaia? Qual o problema de se trocar umas idéias com a Jackie?! Hunf. E esse lance com a Jackie me fez lembrar que tudo o que falo acabo pagando com a própria língua. Por isso que há bastante tempo tenho preferido ficar calada. Com o Lucky, meu ex-gatinho, foi assim. Sempre achei os felinos uns animais extremamente antipáticos, pouco sociáveis e interesseiros. Só falam com seus donos quando querem um carinho na barriga, um pezinho esfregando pelo couro. Mas eis que surge o Lucky, um siamês que foi parar lá em casa às custas de muito choro do Diego. Não deu uma semana e já tava todo mundo babando por aquele belo par de olhos azuis, inclusive meu pai, o primeiro a bater o pé e dizer que não queria bicho nenhum em um apartamento pois ele era quem se ferraria levando pra veterinário, dando banho. Mas enfim, o bichano foi parar no lar-doce-lar dos Serra Azul Albuquerque. Hehehe. E o que me fez lembrar muito do Lucky quando pensava na Jackie e seu sexo foi a descoberta do mesmo pelo gato. Estava eu, num belo dia de sol, andando pela casa. De repente, quando vou entrar no meu quarto, tá o Lucky todo "assanhado", com aquele troço do tamanho de uma unha pra fora, se lambendo. Nunca tinha visto o "pinto de um gato" (hehehe) e comecei a gritar "Mainha, mainha, olha o Lucky aqui fazendo safadeza na minha frente!!!" Minha mãe veio correndo, sem entender o porquê daquele escarcéu todo e quando viu a cena, caiu na risada. E eu vendo que ela não fazia nada, comecei a empurrá-lo com o pé e gritando "Guarde isso! Guarde isso! Guarde isso!" Na certa o bichinho ficou pensando que a dona dele era uma maluca. Afinal, qual o problema de "tomar um banho" de vez em quando? (mania nojenta essa dos gatos, né?) Deste dia em diante, toda vez que eu via este momento tão íntimo do meu bichinho, ou me retirava do recinto ou então dava os chutes levinhos de costume dizendo em tom baixo "Lucky! Guarde isso! Respeite sua irmã mais velha!!!" Quando ele ficou rapazinho de verdade e louco pra fugir pela porta, eu dizia "Vá tomar banho! Por mim, você vai passar muito tempo aí se lambendo, se 'descobrindo'. Só vou deixar você namorar quando aparecer uma gatinha descente! Hunf" E o bichinho ficava lá, lambida pra cá, pra lá até que... Num descuido nosso, fugiu e foi pegar umas boyzinhas na rua. Meu Deus!!! Nós quase enlouquecemos. E eu ficava preocupada em ele não voltar. Mas depois de uns dias, ele voltava. Todo remendado, pulguento, com a pata bichada, mas voltava. E quem mais se preocupava? Meu pai, que levava pra veterinário, dava banho, comprava remédio. Tá vendo como ele tinha sua razão? Em compensação, meu pai era a única pessoa da casa que Lucky respeitava e obedecia. Hehehe. Até que num dia Lucky tava muito louco, naquela agonia de sair. Dessa vez nós não vacilamos: muito cuidado ao abrir as portas da casa. Não contente, o que ele fez? Se empirulitou pela varanda da casa, que era no primeiro andar. E depois saiu atrás de sua gatinha assanhada, em algum lugar da Barão de Itamaracá. O esperei por dias e dias, semanas e semanas, meses e meses e... Aqui estou. O fim não sei. Não sei se casou e foi criar os filhinhos com sua Gatinha Borralheira. A verdade é que até hoje consigo fechar os olhos e ver aquele par azul, me olhando... Saudades. Escrito por Menina na Gangorra às 10h34 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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