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É. Andei mesmo um tanto quanto sumida. Bastante sumida.

Não sei se foi a falta de inspiração, de não querer vir apenas para escrever coisas quaisquer (apesar de fazê-lo muitas vezes, de sair postando o que me vem na cabeça). Não sei se alguma falta de tempo me afastou desse blog hoje empoeirado. Ou até mesmo a preguiça. É. Pode ser.

A verdade é que muita coisa aconteceu desde o último post. A verdade é que as coisas iam simplesmente acontecendo, acontecendo, acontecendo. Pensei em algo para escrever e cheguei mesmo a ter idéias legais. Mas na hora de sentar frente ao monitor, elas sumiam. E quando me dava conta, mais coisas tinham acontecido e o que antes era novo já não o era mais. Acontecimentos...

A verdade é que aqueles que costumavam ler estes registros me perguntavam o porquê do sumiço. E eu dizia "Sei lá. Falta de inspiração". Essa é a resposta mais "cômoda" e imediata. Mas hoje, enquanto ia pro trabalho, me dei conta de que me perco no meio de tantos acontecimentos por não conseguir seguir a mesma ordem cronologica aqui neste blog. E daí vem o sumiço...

Estou bem. Estou feliz. Estou serena. Meu cabelo cresceu. Minhas unhas continuam fracas e estou com manchas roxas na pele (pancadas de uma menina um tanto quanto estabanada que sai batendo pelos cantos. Hehehe). Continuo enlouquecida e morrendo de calor no clima recifense. Meu quarto continua uma bagunça e a Jaque voltou a ser autista. A Jaque... lembram dela, né? Durante fevereiro até o começo desta semana, enquanto o Ismael estava aqui (isso!!! O Ismael veio pra Recife!), ela andou assanhadíssima. Não podia ver um ruído na cozinha que vinha correndo (isso mesmo! C-o-r-r-e-n-d-o! Imaginem...) Não podia ver o pé do Ismael que queria fazer rapel em suas pernas (não é exagero). Mas desde que ele foi embora não escutei mais o barulhinho dela se arrastando pelo chão... Triste. Na realidade, não é só o barulhinho da Jaque que não mais escuto desde o início dessa semana. Não tem mais batucada. Não tem mais violão. Não tem mais barulho de chave. As garrafas d'água da cozinha andam vazias e as plantinhas da jardineira parecem murchar...

Mas estou legal. As coisas vão acontecendo e nos deixam meio desnorteados. De início é aquele choque. A chegada é um choque. Mas a partida é bem mais traumatizante. É uma cadeira sobrando na mesa. É a mala que não está no chão. É a mão dele que não mais segura a maozinha dela. É sentir o coração bem apertadinho com uma música ou com o sol sobre as águas do Capibaribe. É continuar vendo coisas e lembrar de coisas. Acontecimentos. Lembranças. Saudades. Vazio. É isso. É tudo isso. É mais que isso. E a vida continua. Tomara que consiga voltar aqui em menos tempo do que da última vez. Tomara que as coisas continuem sempre a acontecer.



Escrito por Menina na Gangorra às 11h16
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